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Micro e pequenas empresas registram melhor índice de confiança e acesso a crédito em um ano
Indicador calculado pelo Sebrae e FGV aponta para uma retomada do otimismo dos empreendedores, com a liderança do setor da indústria
O ano de 2026 começou com duas excelentes notícias das micro e pequenas empresas (MPEs) para a economia brasileira. Após um período de queda no segundo semestre do ano passado, a confiança do segmento voltou a crescer em janeiro, registrando o melhor resultado em 12 meses. A alta de 2,3 pontos em relação ao mês anterior levou o índice de confiança de janeiro ao patamar de 91,4 pontos. De acordo com estudo realizado pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas, o primeiro mês do ano também registrou uma melhora do acesso a crédito, atingindo igualmente o nível mais alto no mesmo período de tempo (106,4 pontos).
A avaliação aponta que a retomada se deveu principalmente ao avanço nos indicadores de volume de demanda prevista e tendência dos negócios.
“As medidas do governo levaram o país a alcançar resultados fantásticos, como o recorde do número de novas empresas abertas e o menor patamar da taxa de desemprego desde o início da série histórica, e devolveram o otimismo ao empreendedor brasileiro. São homens e mulheres que acordam toda manhã e não desistem nunca de oferecer os melhores produtos e serviços”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.
O levantamento mostra que o número de pedidos junto às MPEs voltou a crescer neste início de ano, a despeito da posição menos otimista registrada no mês anterior (dez/25). Segundo o estudo, o índice da Indústria retomou a liderança (Índice 90,4 pontos), à frente do índice de confiança do Comércio (89,9 pontos) e do setor de Serviços (88,4 pontos). A alta foi percebida nos três setores: Indústria (+6,6 pontos), Comércio (+6,1 pontos) e Serviços (+1,4 ponto).
O otimismo também foi observado em todas as regiões do país, com a liderança da região Sul (+6,2 pontos), seguida do Sudeste (+1,7 ponto), Nordeste (+1,5 ponto) e Norte/CO (+0,2 ponto).
Na Indústria, o destaque positivo foi nos segmentos de refinos e produtos químicos, metalurgia e produtos de metal. Já no comércio, a variação positiva no mês foi registrada, em especial, no comércio de material de construção, veículos, motos e peças e varejo do vestuário. Um aspecto chamou atenção especial no setor do comércio: o componente que mede as expectativas para os próximos meses atingiu o maior nível desde fevereiro de 2020 (97,2 pontos).
No setor de Serviços, contribuíram para a melhora os segmentos dos serviços prestados às famílias, informação e comunicação, serviços profissionais e de transportes.
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